quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Gestar II - Encerrando o TP 3

Para concluirmos as atividades do TP3, que trata de Gêneros e Tipos Textuais, realizamos mais um encontro para socializarmos experiências e analisar tudo que foi estudado nos últimos encontros referentes ao TP3.
O encontro ocorreu no dia 20 de agosto nas dependências da Escola Municipal Professor Manoel Silvestre Freire, a partir das 14:00. Começamos com a apresentação dos relatos de experiências vividas nas salas de aula com os alunos. As experiências relatadas pelos professores, mostraram as diversas oportunidades de trabalhar gêneros e tipos textuais em diferentes contextos e de diversas maneiras.
São diversas as formas de trabalhar os gêneros na prática. Cada professor usou sua metodologia para aplicar os avançando na prática. Pelos relatos, observa-se êxito nas experiências. Estávamos todos tão envolvidos com os relatos que resolvemos aplicar algumas no grupo. Foi muito proveitoso. Uma das atividades aplicadas foi a análise da música: “Fanatismo” do cantor Raimundo Fagner. Todos cantaram e refletiram na letra da música.
Outros relataram suas experiências com o cordel, descrição de tipos e outras atividades. Nessa integração de atividades com diferentes propósitos, os professores levam os alunos muito além das características de cada gênero integrando-os na multiplicidade de propostas referentes a gêneros e tipos textuais.
Por fim, chegamos a conclusão de que quando os gêneros são ensinados como instrumentos para compreensão da língua, não importa quantos ou quais são trabalhados, desde que o objetivo seja usá-lo como jeito de formar alunos que aprendam a ler, escrever e compreender de verdade o universo textual que os cercam.

sábado, 8 de agosto de 2009

TIPOLOGIA TEXTUAL - GESTAR II

Continuando os estudos do GESTAR II, realizamos mais um encontro. Neste, continuamos as discussões sobre Gêneros textuais e introduzimos o estudo dos Tipos Textuais. Nas conversas em sala enfocamos bem outras possibilidades de nomenclatura desses textos. O que não altera os objetivos didáticos e pedagógicos.
O encontro teve 100% (cem por cento) da presença dos inscritos. Iniciamos com a dinâmica da "Bala do crescimento". A qual descontraiu e ajudou na introdução dos estudos. Todos participaram efetivamente. Foi um bom momento de reflexão para nós. A partir dessa dinâmica retornamos aos estudos do grupo a respeito de Gêneros textuais e sua tipologia.
Ao reiniciarmos o encontro, percebeu-se a diversidade de informações coletadas pelos professores nas salas de aula com os alunos. Com as atividades do Avançando na prática, os professores puderam mobilizar e despertar os alunos para as diversas e novas formas discursivas dos textos. Discutimos a importância de conhecermos os aspectos contidos em qualquer situação particular em uso.
Daí a importância da análise da maneira de como as próprias palavras e estruturas sintáticas se organizam para dar forma dos gêneros textuais. Isso é necessário para percebemos a estreita relação que há entre cada um dos gêneros em vários aspectos. Surgindo assim os Tipos textuais.
Nessa perspectiva, pudemos discutir os tipos de textos mais freqüentes no cotidiano de nossos alunos. Fizemos muitas reflexões sobre esse tema para tentarmos levar para a sala de aula novas práticas que vise conciliar os conhecimentos prévios que os alunos já possuem com o conhecimento sistematizado oferecido pela escola.
É importante fazer o aluno perceber a inter-relação entre os gêneros e tipos textuais presentes no cotidiano, para que possam identifica-los de acordo com as diversas situações sociocomunicativas.
O término do encontro deu-se com a discussão a respeito do Filme: “O LEITOR”. O qual traz uma abordagem muito boa da importância da leitura e escrita como também mostra vários gêneros e suas classificações quanto a tipologia textual.
Com essas reflexões, todos partimos para as salas de aulas com novas perspectivas de ensino e aprendizagem, baseadas nas atividades propostas pelo TP3.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Trabalhando" com Gêneros Textuais

Com o intuito de dar continuidade nos encontros da formação continuada dos professores as séries finais do Ensino Fundamental, o GESTAR II, realizou-se mais um encontro no dia 10 de julho com uma carga horária de 10 horas. O encontro ocorreu em uma das dependências da Escola Municipal Professor Manoel Silvestre Freire. Teve todo apoio da diretora a Sra. Erinalda de Melo, também cursista, e toda equipe técnica que se dedicou muito para a realização do encontro.
O encontro foi dividido em dois momentos. O primeiro foi dedicado ao estudo do Guia Geral do programa. Este Guia tem como principal objetivo identificar os fundamentos do programa e a sua articulação como política de formação continuada em serviço. O conteúdo do Guia Geral foi analisado e discutido por todos. Cada um expondo sua opinião a respeito da proposta de estudo do Programa. O segundo momento foi dedicado ao início do estudo do TP 3 que traz como tema motivador o Trabalho. O TP ( caderno de teoria e prática) trata o tema motivador de uma maneira que nos leva a refletir sobre o uso da linguagem numa perspectiva de um dos nossos mais relevantes trabalhos. Pela linguagem agimos no mundo e nos identificamos como seres humanos, já que é o domínio da linguagem que nos diferencia dos demais habitantes animais do planeta.
Foram muitos os textos, das unidades 9 e 10, utilizados e que tratavam do trabalho como tema principal. A partir da leitura desses textos, fez-se uma reflexão sobre os modos em que esses textos, orais ou escritos, se apresentam; ou seja, sobre suas características em relação ao contexto em que são usados. Ao conjunto dessas características de uso chamamos gênero textual. Ressaltando que todos os textos traziam como tema o trabalho, isso fez com que surgisse uma proveitosa discussão entre os cursistas.
O encontro iniciou-se com um convite para uma viagem. Nesta viagem os professores cursistas teriam que preparar duas malas para viajar. Em uma, a bagagem que cada um tem pra levar. Na outra, tudo aquilo que buscam, pretendem trazer desta viagem. O destino da viagem seria o GESTAR II, a dinâmica procura promover uma reflexão sobre a prática pedagógica de cada professor.
Cada um deles expôs no mural um pouco de suas práticas e falou de suas expectativas em relação ao Programa. A dinâmica descontraiu e introduziu todos no tema a ser estudado.
A participação dos professores cursistas foi de extrema importância. Todos deram suas contribuições e partilharam experiências enriquecendo o encontro. O ambiente descontraído contribuiu para o sucesso dos estudos. Todo material foi estudado e discutido atenciosamente por todos para que venha a ser realmente útil nas salas de aula fortalecendo o processo de ensino e aprendizagem em nossas escolas.
Todos saíram certos do compromisso que têm com seus alunos e com o programa. Levando para suas salas sugestões de atividades a serem aplicadas com os alunos, e trazidos os resultados para socialização com o grande grupo em um próximo encontro.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Festival de Cultura no Arraiá da Escola Desembargador Felipe Guerra

Dentro de um contexto sócio educativo, a Escola Estadual Desembargador Felipe Guerra realisou mais um tradicional arraiá. No dia 10 de Julho, alunos da terceira série do Ensino Médio, juntamente com professores, equipe técnica e pedagógica e principalmente com o apoio do diretor, o Sr. francisco Pedro Sobrinho, fizeram accontecer mais uma manifestação de cultura e tradição.
O arraiá foi montado na frente da escola, com barracas e comidas típicas, do beijo, pescaria e apresentação de quadrilhas, das quais a quadrilha Nêga Maluca da cidade de Paraú e a do Clube dos Idosos mostraram para a comunidade em geral que a escola também é um espaço de mediação do conhecimento sistemático, cultura e tradição. E uando aliados, escola, família e comunidades as coisas tornam-se mas fáceis de serem concretizadas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Festas Juninas nas turmas do Lendo e Aprendendo

Professores alfabetizadores do Programa Brasil Alfabetizado, do Governo Federal, em Triunfo Potiguar resolvem fazer comemorações juninas nas turmas do Lendo e Aprendendo. Na ocasião foram sorteados brindes e degustado de muitas comidas típicas preparadas pelos próprios alfabetizadores.


A sala de aula transformousse em um verdadeiro arraial em que famílias bricavam e aprendiam ao mesmo tempo. Piadas, conversas e exemplos do cotidiano de cada um fez da brincadeira uma divertida aula.






Os professores puderam mostrar que para o processo de ensino e aprendizagem de Jovens e Adultos é necessário além de fundamentação teórica compromisso no que estão fazendo.




Contudo, todos saem ganhando. Principalmente aqueles que somente agora estão sendo oportunizados à aprendizagem sistemática.









É muito gratificante perceber que essas pessoas estão buscando o crescimento pessoal. A liberdade através da aprendizagem a qualquer custo. Por isso, antes de qualquer coisa devem ser respeitadas. Respeitar seus limites, suas diferenças para que possam seguir a diante e atinjam seus objetivos. Serem pessoas esclarecidas para exercerem o papel que lhes realmente é atriubuído. O de pessoas cidadãs.




terça-feira, 7 de julho de 2009

ABERTURA DO GESTAR

Com o intuito de promover possibilidades de aperfeiçoamento dos professores de Língua Portuguesa e Matemática dos anos finais da rede Ensino Municipal do Município de Triunfo Potiguar, a SEMEC, Secretaria Municipal de Educação e Cultura, deu início a execução de mais um programa, o GESTAR II, em parcerias com os Governos Estadual, Federal e Municipal, buscando aprimorar as práticas pedagógicas e profissionais desses professores.
A solenidade de abertura do GESTAR II, deu-se nas dependências do Centro Comunitário, onde fez-se presentes representantes dos mais diversos seguimentos da sociedade que estão envolvidos com a educação do Município. A colaboração e participação de todos foi fundamental para a realização do evento.







A secretária Municipal de Educação e Cultura a Sr. Ana Maria de Medeiros e Almeida, abriu a solenidade dando as boas vindas a todos e falando da satisfação que a Secretaria tem em poder apoiar os professores em novas oportunidades de formação.
A continuação da solenidade foi mediada pelos professores formadores de língua portuguesa, Ítalo Campêlo, e o de matemática , Antonio Carlos Peixoto. Os diretores de escolas, supervisores e coordenadores pedagógicos, também deram suas contribuições. O professor formador de língua Portuguesa do município de Paraú, Ykaro Alves Campêlo, a secretária de Ação Social, Railma Estevam e a coordenadora da creche, Michele Pinheiro, participaram e deram boas contribuições para a realização do evento.
O encontro foi finalizado com a distribuição de kits, camisetas e um delicioso lanche coordenado por Nonato Bezerra e sua equipe de apoio.
Todos saíram convictos de que o GESTAR II é mais uma ferramenta à disposição dos professores de Língua Portuguesa e Matemática das série finais do Ensino Fundamental do nosso Município.







Nonato Bezerra, Maria Helena e Vanda. Foram fundamentais para a realização do encontro.


Professores cursistas de Língua Portuguesa e Matemática atentos à apresentação do GESTAR.




Eu e a Secretária Municipal de Educação a Srª. Ana Maria de Almeida


Todos comprometidos com o GESTAR II, representantes de vários seguimentos sociais envolvidos com nossa educação. A diretora Delmira, Eu, a secretária Ana Maria, o professor formador de lpingua portuguesa da cidade de Paraú, a coordenadora da Creche a Srª. Michele Pinheiro e a secretária de ação social a Srª. Railma Estevam.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

LIVRO DIDÁTICO: do ritual de passagem à ultrapassagem


Ezequiel Theodoro da Silva*

À fina força dos costumes
Antes de adotar um livro didático,
pergunte criticamente
se não vais ser um professor apático!

Costumo dizer que, para uma boa parcela dos professores brasileiros, o livro didático se apresenta como uma insubstituível muleta. Na sua falta ou ausência, não se caminha cognitivamente na medida em que não há substância para ensinar. Coxos por formação e/ou mutilados pelo ingrato dia-a-dia do magistério, resta a esses professores engolir e reproduzir a idéia de que sem a adoção do livro didático não há como orientar a aprendizagem. Muletadas e muleteiros se misturam no processo...
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Costumo lembrar que o livro didático é uma tradição tão forte dentro da educação brasileira que o seu acolhimento independe da vontade e da decisão dos professores. Sustentam essa tradição o olhar saudosista dos pais, a organização escolar como um todo, o marketing das editoras e o próprio imaginário que orienta as decisões pedagógicas do educador. Não é à toa que a imagem estilizada do professor apresenta-o com um livro nas mãos, dando a entender que o ensino, o livro e o conhecimento são elementos inseparáveis, indicotomizáveis. E aprender, dentro das fronteiras do contexto escolar, significa atender às liturgias dos livros, dentre as quais se destaca aquela do livro “didático”: comprar na livraria no início de cada ano letivo, usar ao ritmo do professor, fazer as lições, chegar à metade ou aos três quartos dos conteúdos ali inscritos e dizer amém, pois é assim mesmo (e somente assim) que se aprende.
Costumo esclarecer que à perda crescente da dignidade do professor brasileiro contrapõe-se o lucro indiscutível e estrondoso das editoras de livros didáticos. Essa história começa a ser assim no início da década de 70: a ideologia tecnicista sedimentou a crença de que os “bons” didáticos, os módulos certinhos, os alphas e as betas, as receitas curtas e bem ilustradas, os manuais à Disney etc... seriam capazes – por si só – de assumir a responsabilidade docente que os professores passavam a cumprir cada vez menos. Quer dizer: à expropriação das condições de trabalho no âmbito do magistério correspondeu um aumento gigantesco nas esferas da produção, da venda ou distribuição e do consumo de livros e manuais didáticos pelo País.
Costumo ainda mostrar que esse apego cego ou inocente a livros didáticos pode significar uma perda crescente de autonomia por parte dos professores. A intermediação desses livros, na forma de costume, dependência e/ou “vício”, caracteriza-se como um fator mais importante do que o próprio diálogo pedagógico, que é ou deveria ser a base da existência da escola. Resulta desse lamentável fenômeno uma inversão ou confusão de papéis nos processos de ensino-aprendizagem, isto é, ao invés de interagir com o professor, tendo como horizonte a (re)produção do conhecimento, os alunos, por imposição de circunstâncias, processam redundantemente as lições inscritas no livro didático adotado. Dentro desse circuito, onde esse tipo de livro prepondera mais que o professor e reina absoluto, o ensino vira sinônimo de “seleção/adoção” dos disponíveis no mercado; a aprendizagem, de consumo semestral ou anual do livro indicado, sem direito à reclamação no Procon...


NO COMEÇO, A LEITURA
Regina Zilberman*

Um dos primeiros livros didáticos a circular no Brasil deve ter sido o Tesouro dos meninos, obra traduzida do francês por Mateus José da Rocha (Silva, 1808-1821)1 . Na mesma linha, a Impressão Régia publicou Leitura para meninos, “coleção de histórias morais relativas aos defeitos ordinários às idades tenras e um diálogo sobre a geografia, cronologia, história de Portugal e história natural”(Cabral, 1881). A primeira edição data de 1818, sendo organizador do livro José Saturnino da Costa Pereira.
Alfredo do Vale Cabral registra reedições de Leitura para meninos em 18212 , 1822 e 1824, fato raro, pois a Impressão Régia dificilmente reimprimia obras de seu catálogo. A novidade talvez se deva à circunstância de que Leitura para meninos encontrou seu público entre as crianças que aprendiam a ler, assimilavam padrões morais e estudavam os conteúdos de disciplinas curriculares, como geografia, cronologia, história de Portugal e história natural.

*
1 Em 1836, o livro foi reeditado pela Tipografia Pillet Ainé. Composto originalmente por Pedro Blanchard, chamou-se nesse ano Tesouro dos meninos: obra clássica dividida em três partes: moral, virtude, civilidade, “vertida em português e oferecida à mocidade estudiosa, por Mateus José da Rocha” (RAMOS, 1972).
2 A edição de 1821 apresenta ligeira diferença no título: denomina-se Leituras para os meninos, “contendo um silabário completo, uma coleção de agradáveis historietas próprias à primeira idade e um diálogo sobre a geografia, cronologia, história de Portugual e história natural ao alcance dos neninos”.